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Notas para a História de Santana de Parnaíba

QUESTAO SOBRE LIMITES COM A VILLA DE ITÚ

Por decreto de 18 de Abril de 1657, Itú fôra elevada à cathegoria de villa.

A 20 de Agosto do anno de 1679, disse o procurador do conselho, na vereação desse dia. Que o capitão João Anhaia de Almeida, morador e capitão da villa de Itú, viera a esta Camara com um traslado da provisão de carta patente do levantamento de pelourinho em Ituguassú. Nella o capitão-mor Gonçalo Couraça de Mesquita põe a divisa além da Bôa Vista. Ora, antes e depois deata carta, esta villa está de posse daquelle termo, tanto pelo caminho velho, como pelo novo, até o ribeirão do Adorno, por isso requeria o procurador não se registrasse a carta, mas avisasse ao capitão João Anhaia de Almelda e aos officiaes da Camara de Ituguassu para que não entrem em terras de Parnahyba, nem interrompam a posse antiga.

Essas questões de limites são complicadas! A 30 de Setembro tratam de responder nova carta dos camaristas de Itú.

A CAMARA DE PARNAHYBA VAE PAGANDO
AO CAPITAO POMPEU

Todas as vezes que ae reuniam on camaristas trata vam da divida ao Capitão Guilherme Pompeu de Almeida. No fim do anno só deviam 94$500.

ATAS DA CÂMARA DE SANT'ANNA DE PARNAHYBA
-
ANNO DE 1680

A primeiro de Janeiro abrem o cofre e tiram os pelouros. A sorte favoreceu juizes: Francisco Sotil Side e Sebastião Gonçalves de Aguiar. Vereadores: Antonio Roiz de Almeida, Domingos da Silva Chaves. Francisco Cardoso. Procurador do conselho: João de Almeida Naves. O alcaide da villa, Manoel de Aguiar e Mendonca, vae intimar aos eleitos para o juramento e posse. Phelippe de Campos, que fôra eleito almotacel, pedia licença por dois meses, pois andava indisposto, entregaria a vara a Joaquim de Lara.

PROCURADOR ENERGICO

João de Almeida Naves era zangado e energico. A 20 de Janeiro requer seja o povo avisado para limpar a villa; estava aquillo tão cheio de matto. Em 17 de Fevereiro, exige mais, que se faça a estrada para S. Paulo e se mandasse concertar a casa do conselho. pois estava damnificada. Energicamente protestava contra uns negros que andavam armados. Isso era muito "mal premettido". Que se castigasse aos culpados. Era necessario levantar na villa uma forca onde é que se viu uma villa sem forca! Impressionou tanto aos camaristas a oratoria do procurador do conselho, que todos requereram em "voz alta" ao juiz que estava presidindo a sessão, Sebastião Gonçalves de Aguiar, désse execução immediata a tudo que acabara de ser requerido.

Enthusiasmado com a estréa, João de Almeida Naves continúa suas propostas reformistas: Era preciso abrir uma janella dentro da casa do conselho, que "não era decente fazer Camara na varanda". O capitão Guilherme Pompeu de Almeida tinha um pouco de dinheiro que se pedira ao povo, pois "valessem delle para o serviço".

Nas outras reuniões acertou contas ainda sobre a divida.

Em 30 de Março, o procurador do conselho volta aos planos de embellezamento. Esta casa de Camara não tem enfeites para as procissões, era preciso arranjal-os. Para não ficar em prosa seus planos, propoz: um imposto sobre a aguardente. Vendiam ainda por ordem da Camara a quatro vintens a medida, pois cobrassem cinco ficando um para as despesas da Camara. Fossem avisados os vendedores dessa nova resolucão e intimados a rigorosa observancia sob pena da multa de seis mil réis pagos de cadeia. Ainda mais. requeria mandassem vir "os padrões da villa de São Vicente, conforme prescreveram os ouvidores geraes". Seriam os pesos e medidas officiaes para verificar as dos negociantes na afferição municipal.

Em Abril o procurador toma uma licença. Pudera, tanto requerimento! Fôra a Pirapóra, em seu sitio de cultura, onde, 45 annos depois, apparecia a Imagem do Senhor Bom Jesus a José de Almeida Naves!

Voltando, vae nisso tudo até o fim do anno em todas suas propostas... até fallou sobre a necessidade de cuidar do caminho do mar por ser bem commum. Santos era o porto para toda a capitania.

Neste mesmo anno, Jacintho Moreira Cabral e seu irmão Paschoal Moreira Cabral, em companhia de Frei Pedro de Souza, procedeu as experiencias nas minas de ferro nos morrose de Biraçoyaba e Ipanema do termo de Sorocaba.

A CAMARA EM 1681

Os camaristas do anno passado, com alguns homens bons do povo. abrem o cofre e tiram os pelouros, juizes: Manoel Francisco de Britto e Antonio Antunes Maciel. Vereadores: Antonio Cardoso Pimentel, Manoel da Silva, Jeronymo Gonçalves Meira. Procurador do Conselho, Antonio Ruiz de Almeida.

A 10 de Janeiro, o procurador do Conselho tem uma feliz ideia. Propõe "avivar o rocio desta villa para se saber por donde corta". Collocassem os marcos e cobrassem o fôro devido aos moradores como combinaram na doação das terras. Propoz mais que pelo cumpra-se das provisões vindas de fóra se cobrasse uma pataca para as obras do Conselho, visto a Camara ser pobre e não ter renda". Outras reuniões sem outro assumpto senão a divida ao capitão e que Vicente Dias Fernandes vae servir de alcaide, pois affirmam "a republica necessita de alcaide".

AUTO DE MEDIÇAO DO ROCIO DESTA VILLA

"Anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo da éra de mil seiscentos e oitenta e um annos aos vinte dias do mes de Fevereiro da sobredita era nesta villa de Sant'Anna de Parnahyba da capitania de São Vicente nesta dita villa o juiz ordinario Manoel Franco de Brito commigo Tabellião e o arrumador Manoel Fernandes Homem veio a botar o rumo do Rocio desta villa a requerimento do procurador do Conselho Antonio Roiz de Almeida que assim requereu em Camara e os officiaes da Camara que óra servem mandaram se deitasse o rumo e se demarcasse o Rocio pondo marcos e cruzes para se saber a terra que toca ao Rocio desta dita villa de que fiz este termo e que assignam. E eu Antonio da Rocha do Canto Tabellião desta villa que o escrevi.

Hieronimo Gez. Meira
Antonio Roiz de Almeida
M. Francisco de Brito."

"E logo em o mesmo dia mes e anno atraz escripto e declarado o dito Juiz deu juramento dos Santos Evangelhos ao arrumador Manoel Fernandes Homem que bem e verdadeiramente deitasse o dito rumo e assim e da maneira conforme a carta de data que pedirão os officiaes da Camara que no tal tempo serviram que era Capitão Mór desta Capitania Antonio de Aguiar Barriga e o dito arrumador pondo sua mão direita sobre a hora disse que pelo juramento dos Santos Evangelhos que botaria o dito rumo bem e verdadeiramente de que fiz este termo que assigno com o dito Juiz. E eu Antonio de Rocha do Canto Tabellião que o escrevi."

     

 



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